30 de julho de 2015

mim

























sou dos s's e dos mas, sou dos talvez e dos depois. sou tão insegura quanto segura. sou da essência e da aparência. sou do frio a desejar sempre o quente, por dentro. sou da calma e da concordância. sou do verde e do cinzento, do jardim e da cidade. sou muito pouco do conflito. sou da espera e não da ida. sou da ida e da volta. sou isto e aquilo e tudo ao contrário. e acredito que posso continuar a ser o que sou e isso está bem. que não faz mal ser isto. que todos temos de bom e de mal e que o morno também existe que a vida pode não ser extremos. que podemos estar bem assim e assado. e que os estereótipos podem ter mais contraditórios que a sua própria estatística. mandem-me todos os provérbios, todos os estudos, todos os é suposto que acredito ser possível encontrar um contraditório tão ou mais razoável para nos consolar. e quando me sento gosto de ver histórias de força, de reviravoltas fora da caixa, do que não sei se sei fazer.

25 de julho de 2015

things

























que estão sempre em falta.

24 de julho de 2015

monstor's not alowed

























mama com estes monstros aqui neste cartaz que colei na parede vou conseguir dormir muito mais melhor! (a mãe desta casa controla desenhos animados, já controlou mais. manisfesta-se contra violência e bonecos agressivos e feios). tem a emoldura-lo uns caracóis de anjo. pronto era isto.

18 de julho de 2015

16 de julho de 2015

C





























tens outra massa. vieste-me mostrar outro amor. mostraste-me que o amor pode ser infinito muitas vezes. uma e outra vez. aqueces-me a frieza que me esqueço de contrariar. defendo-me. tenho muitas conchas. devia sair mais delas. sabes o que queres por oposição aos constantes s's que nem sempre sei mandar à fava. tento aceitar que as tuas escolhas devem ser respeitadas como nunca me ensinaram a aceitar. hoje, acho-as preciosas e adivinho de onde te saiu esse gene persistente. guarda-o, acarinha-o se o souberes dosear poderá ser-te muito útil. espero não esquecer de me lembrar de acompanhar a evolução dessa vertente e tomar conta desse teu lado no imbricado misto do que somos. sabes o que queres e o que não queres e eu devo deixar-te ser aquilo que és, dar-te espaço de crescimento nas tuas especificidades mas é uma nova dinâmica para a qual me tenho de moldar e nem sempre a mudança de chip é imediata. tu esticas a corda. exercitas esticar a corda.

14 de julho de 2015

X





























volto a entrar no laboratório, confirmo que as experiências que vamos fazendo vão dando resultados és um menino equilibrado. trazes um adn próprio. tenho um amor infinito por ti. deste-me o melhor dos presentes: ser mãe. estamos prestes a fazer combinações novas, a abrir caixas cheias de tubos de ensaio, a fazer misturas que nunca incluímos nos nossos desafios. a vida será sempre um desafio mesmo no circuito mais estático. mostras-me que não há-de ser nada. são só mais umas experiências com dados novos. não sabes o que te espera e is not a big deal. abrirei o embrulho contigo. havemos de puxar as primeiras pontas juntos mas quem vai ter a tesoura na mão para cortar a fita cola és tu.

13 de julho de 2015

not mirror me

























sou a típica empata. arrasto a alimentar incertezas e receio sempre atirar para a frente o que não traz no meu domínio todos os ingredientes.

10 de julho de 2015

perguntar é querer aprender




























ainda não sabemos quando é suposto aprenderem-se os ângulos. mas nas rotações da ginástica eles já entram. a matemática entra pela vida dentro e depois às vezes vai parar ao chão, a formulação depois do corpo em rotação. a brincar é que a gente se entende.

2 de julho de 2015

ter verde prórpio





























ter tudo catalogado. projetar ampliações, usos e manutenções.

30 de junho de 2015

"abrir a cabeça"


























tirar de lá metáforas. enchê-la de coisas concretas. enchê-la de mais mundo. saber que o que já lá está dentro não sairá. abri-la a desafios.

23 de junho de 2015

a tua felicidade tem sempre a mesma cor






























acontece sempre muita coisa no teu dia. e o dia quase nunca é só teu nem no primeiro ano com as pintas da varicela em transito do teu irmão a aterrar em ti ao de leve. dois anos a rivalizar com festas de garagem. este dia tem sempre os mais especiais balões do mundo e este ano o balão não faltou em outros céus. fazem sempre sentido os balões. há dias que somos mais que suficientes.

22 de junho de 2015

21 de junho de 2015

as primeiras apalpadelas



























demos uns primeiros passos. primeiro a ver as curvas de uma nova cidade, a apalpar-lhe terreno, a tirar-lhe as primeiras medidas.

19 de junho de 2015

continuar sem saber o que ser quando crescer

























dedicar atividades à semana aberta como profissional. a escola abre e entrar por ela adentro é o prazer do ano. há sempre cartas na manga que se acumulam entre rotinas. as estrelas com a tabuada já tinham estrelado as nossas noites e resultaram bem. para os mais pequeninos trocamos o óbvio, bolos por fruta e carregamos mais de 20 frutas diferentes. há tantas coisas que podemos fazer com fruta- conjuntos, ordenar, provas, texturas, cores, sabores, etc. aos maiores o documentário proposto não lhes foi indiferente, aqui por casa já os tínhamos feito cobaias e vamos continuar a explorar mais episódios. teatralizar a leitura para prender uma plateia funciona sempre bem, é uma carta na manga que captamos da família. a coleção geniozinhos está sempre mais do que adequada a apresentar em qualquer ano do primeiro ciclo. sempre a procurar o prazer de descobrir de aprender. 

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982