21 de Julho de 2014

down



























ver caras no chão
ter cinco minutos de bicicleta sozinha, chegar e receber flores
observar a força da natureza enquanto os rapazes jogam basquetebol
ordem crescente

contornar dias de chuva

 



19 de Julho de 2014

17 de Julho de 2014

maleitas
























umbigo raspado, mão trilhada, dedos dos pés com feridas e uma milagrosa escapatória depois de ter trincado um copo de vidro e ter ficado com os seus estilhaços na boca. por muito que lhes monitorizemos manobras mais arriscadas a vida trás surpresas nos momentos menos óbvios. esta semana a caixa de pensos rápidos passeou sempre connosco.

15 de Julho de 2014

navegar






















precisar de apontar os nomes dos oceanos porque navegavam é brincar. 

14 de Julho de 2014

dentro limpa, fora suja






















os banhos passaram a incluir roupa interior. cada um esfrega a sua. os meninos até podem andar com uma colecção de nódoas mas que seja por fora onde todos possam ver. é suposto esfregarem-se na relva rasparem na terra as bainhas das calças e terem uma ou outra nódoa de sopa ou fruta. por dentro não. por dentro é que não. desde que nos subtraíram a mágica ficha vermelha que nos permitia o livre acesso à lavandaria do prédio que o cesto da roupa só engorda. ao menos chegou o sol.

13 de Julho de 2014

solavancos






















senta-se na assistência a vê-los ultrapassar barreiras. empurra baloiços, monitoriza subidas arriscadas, solta regras de conduta. tem momentos de folga aos solavancos e em sítios não programados. era nesses momentos que desejava muito ter agulhas e dominar mesmo o tricot para poder focar um olho em cada assunto.

12 de Julho de 2014

bonecos batata






















há bonecos batata espalhados por todo o lado. somos todos abatatados. algumas vezes temos uma espécie de aureola a fazer de cabelo.

10 de Julho de 2014

motricidade fina


 






















um exercício bem velhinho a treinar a motricidade adaptado com o que há mais à mão. usamos um pau de espetada e uma placa de esferovite.

9 de Julho de 2014

do que se move do que nos move

























ter um patinador em três dias, pouco menos dias do que os que frequentou à experiência para aprender formalmente. vem de dentro para fora. a motivação vai de dentro para fora. aprender e apreender tem muito mas muito mais força experienciando ou precisando ou querendo com os sentidos todos. rolaram a comunicar por movimentos, espreitava-os a temer aparatosas quedas quase sem conseguir descolar da janela que os enquadrava.

7 de Julho de 2014

6 de Julho de 2014

contar lesmas para não contar passos






















voltamos vagarosos como lesmas. mais deslocações entretanto e muitos passeios previstos. para já enfrentamos a chuva miudinha de sábado de manha e demos muita corda aos sapatos a apreciar lesmas a arrastar-se quase paradas durante os quinze quilómetros que percorremos a pé. os quatro em alerta máximo, a visão ao rubro a ajudar filho grande na contagem. primeiro, para não escapar nenhuma depois, para ultrapassarmos recordes criados por nós. um quarteirão, meia centena, uma centena. 101 lesmas. no entretanto, no blogue, uma marcha atrás forçada para depois seguir prego a fundo!

4 de Julho de 2014

back/away home























gostar de lhes enquadrar quase congeladas imagens. gostar deste quase levitar que arrasta histórias que poderão ficar perdidas no futuro. ou não. gostar de pormenores pormaiores como a solitária flor que rompe o que lhe é artificial.

3 de Julho de 2014

do céu
























perspectivar o céu de baixo para cima ou de cima para baixo.
 mama as nuvens estão na água!

26 de Junho de 2014

do que nos interessa a nós

tem no sorriso uma grande porta aberta para as férias e dirá o tempo começará o primeiro ano sem a corrente de ar que mais uma abertura lhe emoldurou o maxilar inferior. foge ligeiramente de beijos e amassos e não gosta de se expor. gosta mais de acrobacias do que melodias e melaço. gosta pouco de emendas, de rascunhos e de rasurado. não foi à bola com os dragões mas não tem nenhum episódio de pesadelo para o registo e já passaram uns bons 6,5 anos. tem mais bagagem do que a que exprime. herdou do pai a perfeição que imprime em cada tarefa e uma farta cabeleira aparada desde recém nascido pela mãe. permeável a influências vai flutuando entre as familiares próximas e as da comunidade escolar. é na experimentação, no mundo, a ver o mundo, com todos os seus sentidos soltos, que melhor progride.

24 de Junho de 2014

do que nos interessa a nós
























herdeiro dos cachos da tia, finos fios cor de mel de rosmaninho, uns tubos que seduziriam o maior surfista. persistência apurada nos gostos e nas vontades. melódico, doce e beijoqueiro. expressivo e peganhento. chora em silêncio o desconforto, a tentar afugentar estranhos com sal. ensinou-me a amar de mansinho sem aquela sofreguidão comum que rompe quando é nascida uma mãe. papagueia muito o irmão, quer seguir-lhe muitas pisadas e tem sede de crescer. o número três entrou definitivamente para a sua biblioteca visual e o E é um três a direito. tem certezas absolutas nas escolhas que faz, contrariá-las nem sempre é tarefa bem sucedida. ao contrário do irmão, gosta de repetir histórias, muitas vezes. o ruca quase o hipnotiza. 

23 de Junho de 2014

haja o que houver




























haverá sempre festa e balões no ar neste dia. porque a mãe quis esperar pela natureza. e ela reagiu. e nasceste um belo nenuco. trazia nas memórias mais profundas a imagem de um bebé lindo, fora dos estereótipos, emoldurado de cabelo de cor escura. a tua cara de bebé de revista e a tua quase careca forrada por uma leve penugem muito clara denunciaram um bebé diferente.a mãe já era mãe e a maternidade já não era só teoria. o amor bateu à porta de mansinho, deixou-a entreaberta, continua a entrar...

16 de Junho de 2014

praia









correr muitos metros em liberdade. guardar memórias na biblioteca dos dias muito bons.

14 de Junho de 2014

mais para norte ou mais para sul

























nunca nos faltará a praia. ela fará ainda mais parte das suas memórias. está quase sempre aos nossos pés. esta e a outra. não ter nunca vivido rodeado de montanha e conhecer desde sempre este infinito no olhar é saber que se está mais em casa quando o sol pousa no mar do lado poente, claro.

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982