19 de Maio de 2013

era para ser dia de temporal mas foi dia dos museus


















o museu pequenino que escolhemos, sem magotes de gente, quase pic nic ao almoço e ao lanche entre amigos, foi quase perfeito.

18 de Maio de 2013

dia da mãe sem dia marcado
















e com direito a fatia de bolo de chocolate, morangos e uvas e uma caneca de leite, o pequeno almoço servido num bonito tabuleiro. a coisa não foi terminada como queria que fosse mas isso agora não interessa nada.

17 de Maio de 2013

pequeno e grande


















não nos interessa que nem sempre acerte ou que nem sempre encaixe corretamente. exercitamos na mesma.  nem sempre precisamos de material adquirido para o efeito. trabalhamos o que temos à mão.

16 de Maio de 2013

14 de Maio de 2013

autonomia

















do lado de lá há meninos a regressarem da escola sozinhos com menos de 5 anos, os meninos do prédio brincam sozinhos no pátio, têm chaves de casa e sobem e descem no elevador por sua conta. a maior sensação de segurança com que as pessoas se movimentam também proporciona a que as pessoas abandonem os seus pertences com muita naturalidade. já perdemos uma luva em dia de grande agitação e ela lá estava pousada numa janela no local mais próximo à nossa espera. atento à sua envolvente, pediu, primeiro, para subir no elevador sozinho e as vezes foram-se repetindo. depois, no interior do quarteirão onde por vezes brincam, pediu para subir e descer com a trotinete, e lá foi de chave na mão. aprendeu a rodar a chave, a ter atenção às regras de utilização do elevador. já pediu também para aquecer o seu próprio leite e tem sede de mais autonomia. já quis ficar em casa sozinho enquanto fazemos girar máquinas de lavar na cave, primeiro com babisiting através do skype, essas grande descoberta, depois mais vezes por sua conta e risco. ele tem mais sede de autonomia. do lado de cá passou de resistência a voltar às suas rotinas para o oposto. quer ir sozinho para a escola. e vai.

11 de Maio de 2013

touch the sky

















há dias de menino exemplar claro. todos os meninos tem dias de meninos exemplares. o grilo é que já perdia o pio, diz que amanhã vai estar calor.

10 de Maio de 2013

6 de Maio de 2013

não havia pás cá em casa pá



















fez uma daquelas incursões de que tanto gosta. até para escolher uma pá entra em mais do que um estaminé. não excluiu a imaginarium e comprovou o que já lhe haviam descrito, havia cheiro, cheiro intenso. diz que é para atrair clientes e para o seu público alvo, as crianças, o reconhecerem e desejarem lá permanecer em busca de novos objectos. vai dai, lá não havia pás de jeito e tem a mania de não comprar qualquer coisa e de ir variando os itens que leva na cabeça na hora de seleccionar um produto e de cada vez que atira o impulso para trás das costas. já foi mais impulsiva nas compras, agora dá-se conta de chegar a ser repulsiva. não procurou muito mais, meteu mãos à obra. um dia, no meio de pequenos almoços e veste e calça, pegou no x-acto e numa embalagem de detergente. atacou-a sem dó nem piedade e deu-lhe mais vida, chegou a ficar feliz por retardar a poluição que aquele bocadito de plástico iria acrescentar. os meninos começaram o dia alegres a ver nascer uma pá e anteciparam a disputa. na verdade, os meninos já têm outra, os formatos até variam e já andamos a magicar mais vida para mais objectos. 

5 de Maio de 2013

















a cada dia um dia de mãe, hoje, o momento desta mãe esteve entre as 19:30 e as 20:00, ali. até podia não ter estado que há sempre mais dias no ano. o resto ondas que vêm e vão. como sempre.

2 de Maio de 2013

land art





















a cada passeio, apesar de enjoos, de mudar fraldas, de muitas perguntas a querer respostas, apesar de ter de se puxar muito, às vezes mesmo muito pela mioleira para gerir meninos a crescer ( com tudo, mesmo tudo o que isso acarreta e acarreta mesmo muito), a certeza volta: nada como inclui-los em todos os programas, dos mais exuberantes aos mais aborrecidos, dos mais infantis aos mais intelectuais, dos mais aborrecidos aos mais estimulantes. nem só de parques infantis, out or indoor vivem eles. este foi canja de galinha que nos entretivemos a descodificar a localização de raízes e ramos que suportariam copa, a adivinhar reflexos, a descodificar contradições, a imaginar que animais adoptariam aqueles ninhos. o pequeno correu entre troncos e ramos dentro e fora. há muitas concessões, às vezes perdemos coisas às vezes ganhamos. as crianças cansam-se mais rápido, sim, os adultos também não verão sempre metade da exposição com os mesmos olhos mas vá aguentam estoicamente até ao fim nem que seja para ficar com uma impressão.

28 de Abril de 2013

hoje




















rebolamos, escalamos, deslizamos e enchemos muitos buraquinhos de areia

26 de Abril de 2013

a liberdade





















o dia roçou o perfeito não fosse estarmos um bocadinho mancos. não é que não dê conta do recado mas mancamos sempre um bocadinho e por isso decidimos esperar por ti para enfrentar a escadaria dos clérigos. depois fomo-nos alapar no jardim botânico que a visita tinha sido só indoor. a coisa não tinha nenhum objectivo especial para além de nos compor o estômago mas o menino lembrou-se que a professora vai falar de plantas e vai dai, a propósito do seu entusiasmo com o animal encontrado em cima dos nenúfares, aproveitamos para ver plantas que espraiam raízes na água e não na terra. para a próxima trocar o menu, sustentar um menino de 5 anos a sushi não nos fica em conta. comeu totalmente a dose que achava iríamos os dois partilhar, não satisfeito surripiou-me mais peças a uma nova dose e ainda teve barriga para umas outras duas do prato da tia. com a nossa eram 3 as mesas ocupadas, os meninos puderam andar a levantar o rabo das cadeiras muitas vezes e totalmente em liberdade, um tesouro essa coisa da liberdade, tema que tínhamos tocado no final de tarde do dia anterior ( ele não sabia que a mãe ia sair em "liberdade", sem meninos, dois pares de horas preciosas entre outras seis mães e ao mesmo tempo primas entre si. mas isso agora não interessa nada). exploramos meia dúzia de recantos mas não encontramos cravos. a história hoje devia ter sido esta continuamos a ter de cuidar dos tesouros, a liberdade é um deles. prometemos repetir até porque há programas na calha e o planetário é já ali ao lado. 

24 de Abril de 2013

















ontem deu-lhe para isto. os meninos até têm o peixe grelhado como um dos seus pratos favoritos mas o cansaço estava a fazer-lhes primeiro crepitar ruídos que lhe ecoavam na cabeça e depois a ebulição estourou em choros e decibéis vários a mais do que a conta. ainda reflecte se serão mesmo a justiça perfeita,  espécie de moeda de troca, pelos tacões que nos ecoam no tecto dos quartos a chegar pertinho das 3 da matina. hoje a bater na hora H da refeição do pequeno, que anda esfomeado depois de uma semana praticamente a líquidos, acabou por fazer o que, por várias vezes afirmou, não faria. e foi com um ecrã na frente, o sentido da visão ao rubro e o palato coitado desconcentrado, que marchou tudo. e ela, engoliu as tais palavras, uma a uma, docinhas que elas eram e saborosas. talvez as compense que de açúcar não vive o homem. a verdade é que hoje não se virou para o chocolate, bastaram-lhes umas palavrinhas engolidas. 

20 de Abril de 2013

18 de Abril de 2013

simetrias e carimbos



















nos intervalos em que a febre deu tréguas. é um jogo que já tínhamos experimentado e que tinha resultado bem. distribuímos um número de peças iguais para cada um e à vez posicionamos as nossas peças.

17 de Abril de 2013

19:40

















dois meninos febris a dormir. não saber o que fazer com o tempo livre.

15 de Abril de 2013

explorar


















meninos do digital escolhem a parte menos provável para se conectarem com o mundo, mesmo que ainda não tenham dois anos. convém conhecer o que ficou para trás e que não vai há muito. estamos em abril, as mulheres não votam e para saírem do país precisam de autorização dos maridos.



11 de Abril de 2013

buracos no céu




































durante quase todo o último mês fomos brindados com céus permanentemente cinzentos. o tecto cinzento, apático, tão monocromático quanto monótono é quase uma constante. hoje a camada que verdadeiramente nos separa do céu rasgou, tímidos buracos que se foram dilatando ao longo da tarde. fomos por isso atrás de azul e da primavera a rebentar.

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982